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Afrodisiacos e outras Drogas com Sabedoria

março 3rd, 2010 -- Posted in Sem categoria | No Comments »

“AFRODISÍACOS – e outras Drogas – COM SABEDORIA”

Afrodisíacos podem ter muitas definições, dependendo sempre do relator do assunto.
Procurarei abordar o tema como terapeuta holístico, atividade que exerço há alguns anos, e pesquisador do tema, coisa que faço há mais de uma década.
Podemos classificar os afrodisíacos, inicialmente, do meu ponto de vista, em dois grupos bastante distintos:
a) Sensoriais;
b) Psicoativos.
Como Sensoriais, podemos incluir todos os “suportes” visuais (fetiches), auditivos (a palavra certa dita na hora exata), olfatórios (aromas) e gustativos (paladares).
O grande problema com esse grupo de Afrodisíacos é que, o mesmo “agente” instigante para uns, pode ser um elemento de bloqueio para outros. Daí torna-se Anafrodisíaco, ou seja, tira o desejo sexual.
Já os Psicoativos funcionam de maneira totalmente distinta: provocam uma alteração na mente do usuário.
É claro que, ao ler essa definição, o Leitor imediatamente lembrará do conceito de “drogas de expansão da mente”, sejam psicodélicas, alucinógenas, depressivas ou euforiantes.

E os Afrodisíacos SÃO “drogas que provocam estados alterados de consciência”.

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Males da cocaína

abril 12th, 2009 -- Posted in Sem categoria | 2 Comments »

COCAÍNA

INTRODUÇÃO

A cocaína é um alcalóide produzido por espécies vegetais do gênero Erythroxylum, amplamente cultivadas em algumas regiões da América do Sul e em menor extensão no México e Índias Ocidentais. As duas espécies mais importantes, pelas suas propriedades estimulantes, medicinais ou nutritivas são:

E. Coca Lam e E. Novogranatense (Morris) Hieron.

Embora a cocaína seja o principal constituinte ativo das espécies cultivadas, existem também outros alcalóides de menor interesse, óleos essenciais, vitaminas e sais minerais. Exame das espécies pertencentes ao gênero Erythroxylum demonstraram que a cocaína só é produzida, em quantidade significante, nas variedades cultivadas, a saber:

a) E. Coca Lam: variedade coca conhecida popularmente por coca boliviana ou coca andina.

b) E. Coca Lam: variedade ipadú Plowman ou coca amazonense (cultivada no Brasil na região do Rio Solimões).

c) E. Novogranatense (Morris) Hieron: variedade truxillense (Rusby) Plowman conhecida como coca peruana ou coca trujillo.

As folhas destinadas à extração clandestina de cocaína, depois de colhidas, passam por várias etapas de tratamento com querosene, ácido sulfúrico e carbonato de sódio, além de outros solventes e KmnO4.

Durante o processo de extração a cocaína é obtida sob a forma básica, na proporção de 70 a 85%, juntamente com outros alcalóides essenciais. Este extrato bruto pode ser purificado com a adição de ácido clorídrico, fornecendo cloridrato de cocaína com grau de pureza igual a 90-100%, dependendo da sofisticação do processo de extração.

No mercado clandestino, a cocaína raramente é vendida como substância pura. Os “diluentes” mais comuns da cocaína são a lactose, procaína, anfetamina,talco, AAS, etc.

I. TOXICOCINÉTICA

1) ABSORÇÃO

A cocaína pode ser aspirada, fumada, injetada ou aplicada diretamente nas mucosas e tecidos do corpo. A inalação e o fumo da pasta de cocaína são as formas de uso difundidas atualmente. A via endovenosa teve seu uso ampliado recentemente e a oral é utilizada, principalmente, pelos nativos da região dos Andes e noroeste do Amazonas. A administração intramuscular, subcutânea e o uso direto por fricção sobre as mucosas são vias de administração esporádicas.

A cocaína, por ser muito lipossolúvel, é absorvida rapidamente através de todas as membranas, mucosas e tecidos do corpo. Apesar da vasoconstrição produzida pela cocaína, sua velocidade de absorção supera a de eliminação, o que provoca o acúmulo do fármaco no organismo.

Quando a folha ou pasta de coca são mascadas, em geral com adição de uma adição alcalina, os alcalóides, inclusive a cocaína são liberados na forma básica. Não está totalmente definido se a absorção será no estômago ou no intestino, entretanto, pelo pKa da cocaína (8,6), pode-se supor que a absorção ocorrerá no intestino delgado.

A biodisponibilidade da cocaína, após administração oral e nasal, é cerca de 30% da observada após injeção endovenosa. No caso da pasta de cocaína, alguns fatores que determinam esta menor absorção é a destruição pirolítica e/ou volatilização, bem como a técnica de fumar. Na administração oral, a absorção incompleta da substância p0ode ser causada pelo efeito de primeira passagem pelo fígado e pela hidrólise que a substância pode sofrer a nível do trato grastrointestinal.

2) DISTRIBUIÇÃO

A cocaína não se liga significativamente às proteínas plasmáticas, sendo que, 2 horas após a administração endovenosa, os teores presentes nos eritrócitos são maiores que os plasmáticos.

Existem poucos dados sobre o armazenamento da cocaína no organismo humano, não se conhecendo até hoje um sítio preferencial de acúmulo do fármaco.

Apesar disso, tudo indica que a cocaína tem maior afinidade pelos tecidos do que pelo plasma. A cocaína não desenvolve neuroadaptação, provavelmente  porque este fármaco não se armazena no cérebro, como demonstram os estudos experimentais feitos em ratos.

3) BIOTRANSFORMAÇÃO

Os principais produtos de biotransformação da cocaína, já demonstrados no homem são: a benzoilecgonina, a ecgonina, o éster metilecgonina e a norcocaína. Pelo que se sabe atualmente, a cocaína, no organismo, é rápida e extensivamente biotransformada à benzoilecgonina e éster metilecgonina e em pequenas quantidades à ecgonina e norcocaína. Desde 1977 sabe-se que o éster metilecgonina, um dos principais metabólicos da cocaína, é produzido pela pseudocolinesterase do plasma humano, e em menor quantidade também pelo fígado.

O outro metabólico, a benzoilecgonina, é provavelmente formada no organismo pela hidrólise química espontânea da cocaína em pH fisiológico (pH =7,4), uma vez que não foi evidenciado, até hoje, o envolvimento significativo de sistemas enzimáticos nesta conversão. A ecgonina parece ser formada pela conversão química espontânea do éster metilecgonina e a norcocaína, pela Ndesmetilação da cocaína no fígado e também na mucosa intestinal (2,6 a 6,2% de cocaína são convertida à norcocaína).

Norcocaína (2 a 6%) N-OH-Norcocaína (ativa) (hepatotóxica)

Cit. P-450

ChE

Cocaína Éster metilecgonina (32 a 49%)

(2 a 14%) Carboxilesterase

Hidrólise NÃO enzimática ou Cocaetileno (3 a 5%)

Hidrólise hepática

(β-esterase) ???

ChE

Benzoil Ecgonina (1 a 8%)

Ecgonina

(29 a 45%)

Benzoilecgonina Norcocaetilleno

Éster etilecgonina

Crack: éster metil anidro ecgonina (metilecgonidina)

4) ELIMINAÇÃO

A eliminação da cocaína e seus metabólicos é feita através da urina.

Cerca de 65 a 73% da dose ingerida é eliminada pela urina nas primeiras 48 horasapós a ingestão.

O principal metabólico urinário é a benzoilecgonina e a porcentagem de cocaína inalterada na urina varia muito de trabalho para trabalho, sendo normalmente de 1 a 9%. Esta variação não é surpresa já que a quantidadeexcretada depende do pH urinário. Em pH acima do normal (urina alcalina) ahidrólise química da cocaína é maior do que no pH urinário.

A t ½ da cocaína é de 8 horas, sendo que a hidrólise e a eliminação dos produtos de biotransformação perecem ser mais rápidos e intensos nos dependentes do que nos não dependentes.

Outra via de eliminação da cocaína é a saliva. Quantidades significativas aparecem na saliva após ingestão, enquanto que a excreção pelas fezes é pequena, como demonstram estudos feitos em ratos.

É interessante observar que, não foram ainda, encontrados produtos resultantes da conjugação dos metabólicos da cocaína com ácido glicurônico, sulfato ou aminoácidos.

II. TOXICODINÂMICA

A cocaína é capaz de produzir não só o efeito local, mas também efeito sistêmico, agindo como anestésico ou estimulante do SNC, conforme a maneira de uso.

1) A AÇÃO ANESTÉSICA da cocaína através de todos os tipos de fibras nervosas provém do bloqueio na formação e transmissão do impulso nervoso.

Basicamente, este bloqueio é explicado pela redução na permeabilidade celular dos íons Na e K nas fibras nervosas. Esta redução seria causada pelo aumento da tensão superficial das camadas monomoleculares de lipídios da membrana celular, provocando o fechamento dos poros, através dos quais os íons se locomovem. Um outro fator que parece contribuir para o bloqueio da transmissão do impulso nervoso é a competição entre a cocaína e os íons cálcio durante a formação do potencial de ação, com relação ao receptor que controla a permeabilidade da membrana.

2) NA SUA AÇÃO CENTRAL a cocaína impede o processo de recaptura do mediador químico nos nervos transmissores adrenérgicos dos terminais nervosos. Como só uma pequena parte das catecolaminas liberadas são metabolizadas (a maior parte é recapturada), a cocaína faz com que as catecolaminas persistam nas imediações dos receptores, em concentrações e tempo maiores. Ocasionando uma estimulação das estruturas inervadas pelas fibras adrenérgicas. Esta inibição das captura da noradrenalina causa pela cocaína, tem sido confirmada no sistema nervoso autônomo, mas não foi demonstrada ainda no cérebro. Atualmente os autores concordam que, os efeitos das estimulações central da cocaína é principalmente provocada pela inibição da reabsorção da dopamina, não da NC. A cocaína então, agindo nas sinapses dopaminérgicas do cérebro, leva ao estimulo do centro de gratificação ou de recompensa, que por sua vez esta relacionada com a natureza efetiva das sensações.

III. TOXICIDADE

A DL50 não é disponível em seres humanos, mas em animais de laboratório varia de 15 a 25 mg/kg. A quantidade mínima para fins recreativos é de 12mg em média (varia de 2 a 20mg). Esta dose é capaz de causar efeitos intensos quando aspirada. Pela via oral doses tão elevadas como 100mg produzem poucos efeitos, enquanto por IV, doses baixas quanto 2 a 16mg podem produzir efeitos psicológicos e fisiológicos.

Ocorrência da morte por sensibilidade anafilática à cocaína tem sido noticiada com seu uso, mesmo em pequenas doses.

IV. SINAIS E SINTOMAS DA INTOXICAÇÃO

1) INTOXICAÇÃO A CURTO PRAZO

A intoxicação aguda pela cocaína desenvolve-se em ritmo acelerado, existindo casos em que a morte sobrevém quase que instantaneamente. Neste tipo de intoxicação ocorre absorção normalmente rápida da cocaína em concentração elevada e tóxica para o coração. A morte ocorre por colapso cardíaco, originada de uma ação tóxica direta sobre o músculo cardíaco. Entre os efeitos em curto prazo, podemos citar o aparecimento de “clarões” na periferia do campo visual. O fenômeno ocorre provavelmente em razão do efeito da cocaína na retina e nervo óptico.

As diversas fases da intoxicação a curto prazo são esquematizadas abaixo, lembrando-se que a cocaína estimula o SNC de cima para baixo.

1° Estágio (estimulação inicial)

- Córtex: euforia, loquacidade, inquietação, aumento das faculdades mentais, atenuação da sensação de fadiga, maior capacidade de trabalho muscular, dor de cabeça.

- Bulbo: respiração rápida e superficial.

- Vago: diminuição do ritmo cardíaco.

2° Estágio (estimulação posterior)

- Córtex: alucinações tácteis, apatia, confusão mental.

- Bulbo: náuseas, vômitos, respiração irregular.

- Sistema vasomotor central: vaso constrição, aumento da pressão sanguínea.

-Centros motores inferiores: tremores, movimentos convulsivos, convulsões clônico-tônicas (semelhante a ataque de grande mal).

- Sistema nervoso Simpático: taquicardia, midríase, elevação da temperatura, cianose. O aumento da temperatura é causado pela maior atividade muscular, vasoconstrição e ação direta sobre os centros termoreguladores.

3° Estágio (depressão)

- paralisia muscular, perda de reflexos, inconsciência, colapso respiratório e circulatório, pulso não palpável, cianose e morte.

No caso de morte, que pode ocorrer em pouquíssimo tempo (2 a 3 minutos) foram verificadas, através de autópsias, a presença de edema e congestão massiva pulmonar e cerebral. Alguns metabólicos da cocaína como a benzoilecgonina e norcocaína, que apresenta hepatotoxidade, podem ser responsáveis por parte dos efeitos tóxicos atribuídos à droga.

Alguns fatores que contribuem para uma reação fatal à cocaína são:

- concentração de cocaína no sangue

- suceptibilidade individual

- presença de outros fármacos

- adulterantes adicionados à cocaína

- velocidade de absorção

2) INTOXICAÇÃO A LONGO PRAZO

Durante o desenvolvimento de intoxicação causada pelo uso prolongado decocaína, ocorrem efeitos físicos e subjetivos que variam em intensidade,obedecendo às variações individuais.

O uso prolongado de cocaína pode provocar alucinações tácteis, com sensação de alguma coisa rastejando sobre a pele. Esta sensação pode parecer tão real que são produzidas ulcerações na pele, durante as tentativas de retirada dos parasitas imaginários. São descritos casos em que surgem, também, alucinações auditivas, gustativas e visuais, como miniaturização de objetos.

Embora não muito freqüente, podem aparecer ulceração e destruição das membranas e cartilagens nasais, pela aspiração freqüente da cocaína (devido a vasoconstrição local).

A intoxicação a longo prazo pela cocaína pode provocar idéias paranóicas no dependente, existindo a possibilidade de ocorrência de atos de violência contra perseguidores imaginários. Esta violência, associada ao uso de cocaína, é menos freqüente que aquelas causadas pelos anfetamínicos, em razão da brevidade de sua ação (15 a 30′). Comportamentos estereotipados (pouco freqüentes) podem ser evidenciados através de atitudes repetitivas, tais como: polir continuamente um determinado objeto ou permanecer andando de um lado para o outro, enquanto durar a ação do fármaco.

Com o consumo freqüente de altas doses de cocaína, pode ocorrer um desinteresse pela realidade, que varia de um indivíduo para outro. Algumas vezes a experiência psicótica apresenta um comportamento depressivo predominante, acompanhado por um estado melancólico ou incapacidade de sentir qualquer emoção. O estado psicótico pode desaparecer após alguns dias ou continuar por semanas até meses. Frequentemente usa-se um tranqüilizante ou às vezes a heroína, para combater o nervosismo, depressão e insônia causada pela ação da cocaína. Vários casos de suicídio tem sido relatados, durante esta fase.

A ação prolongada da cocaína pode liberar um processo esquizofrênico em dormência, às vezes mesmo em pessoas sem história familiar ou predisposição aparente à esquizofrenia.
uso prolongado da cocaina

Necrose secundária à injeção de cocaína

Lesão cerebral causada por cocaína
Lesão cerebral causada por cocaína

VI. USO, ABUSO E FARMACODEPENDÊNCIA.

O uso da preparação de folha de coca se estende, por mais de 200 anos.

Esta afirmação é baseada em inscrições encontradas em peças arqueológicas de cerâmica da região do Equador.

No século XI a coca era considerada uma planta sagrada e servia como um meio de meditação, êxtase e transe divino, sendo a ela atribuído o poder mágico de atenuar os efeitos da sede, fome e fadiga.

A disseminação do hábito de mascar a coca teve seu início durante a conquista espanhola do império Inca. Os indígenas eram forçados pelos conquistadores espanhóis a trabalharem nas minas em sistema de escravidão.

Quando os dominadores perceberam que o ato de mascar a coca oferecia uma  ensação de força, suprimindo a fome e a sede por varias horas, começaram a fornecer uma porção diária de folhas de coca a cada índio.

Em 1975 foi estimado que mais de 80% dos nativos da região andina mascavam as folhas de coca, consumindo uma dose média diária de 60 a 120g de folhas, que equivale a 250-1000 mg de cocaína.

Com a descoberta da propriedade local da cocaína em 1884, essa substancia foi prescrita por muitos médicos, indiscriminadamente, para a cura e alívio de muitas doenças, incluindo dependência do álcool e opiáceos. Um dos maiores defensores e propagandista das qualidades da cocaína foi Sigmund Freud, que lançou inclusive o livro “Uber Coca” onde sugeria o uso da droga para uma infinidade de propósitos terapêuticos (aumento da capacidade física, restauração da capacidade mental prejudicada pela fadiga, melhorar as “debilidades psíquicas” como a melancolia, nos distúrbios estomacais, etc.).

Varias bebidas da época como o “vinho Mariani” e a Coca Cola continham cocaína e eram anunciadas como “o tônico do cérebro e a bebida da efervescência intelectual”. Somente na virada do século XIX, o potencial de abuso da cocaína começou a ser notado. Reações tóxicas agudas e dependência foram verificadas em vários casos e a publicidade em torno disto, motivou o abandono da cocaína para fins médicos. Atualmente a cocaína é empregada em alguns paises, onde seu uso é permitido, em intervenções cirúrgicas específicas, tais como cirurgia do olho, nariz, garganta e outras áreas ricamente vascularizadas. A propriedade vasoconstritora e anti-espasmódica da cocaína a torna de especial valor nestes casos.

Segundo publicação anual da Delegacia de Repressão a Entorpecentes do Departamento de Polícia Federal/MG, o tráfico e uso da cocaína vêm aumentando consideravelmente no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e em outros estados em menor escala. Relata também que o Brasil não é apenas mercado para o trafico internacional e rota intermediaria de cocaína para os EUA e Europa, já que a partir de 1984 o Brasil passa a ser também um país produtor de drogas. Isto se deve ao fato do nosso país ser o único, na América Latina, que produz éter e acetona, produtos essenciais para a transformação da pasta de coca em cloridrato de cocaína. Como o EUA que exportavam normalmente estes dois solventes para a Bolívia e Colômbia passou a controlar rigidamente esta exportação, os traficantes colombianos e bolivianos transferiram para o Brasil seus laboratórios clandestinos de refino da cocaína. Para abastecer os laboratórios instalados no país, os traficantes passaram a estimular as populações indígenas da Amazônia a plantar o ipadu, que, embora tendo menor teor de cocaína (0,45% contra 0,60% da coca colombiana e 0,85% da boliviana), cresce mais (volume maior de folhas) e permite até 4 colheitas por ano (a colombiana e boliviana só permite duas).

A cocaína é uma droga que se ajusta bem ao espírito hedonista do nosso século. Muitas pessoas usam a cocaína não somente para continuar a trabalhar quando exaustas, como também para superar-se em tarefas para as quais não estão habilitadas. Esta droga lhes oferece a ilusão de um melhor desempenho.

Uma outra razão para a popularidade da cocaína é a crença infundada, que esta substancia não é mais perigosa que o álcool ou o tabaco e que as reações tóxicas e morte por ela causada são extremamente raras. Talvez esta crença de “droga inofensiva” esteja ligada à observação dos “mascadores” de coca através dos séculos. Contudo, o uso das folhas de coca e a aspiração ou fumo da cocaína, produzem efeitos tão distintos nos indivíduos, que podem ser consideradas substancias diferentes.

Pesquisas feitas mostram que muitos usuários injetam cocaína com heroína. A dose normal de cocaína pela via IV é 10mg e embora muitos efeitos sejam iguais aos obtidos após a inalação o usuário pode experimentar um “baque” (aceleração) intenso em apenas 1 ou 2 minutos após a injeção, que termina em mais ou menos 30 minutos. Embora pela via IV seja usada uma menor quantidade de cocaína, os usuários que utilizam esta via ficam mais propensos a uma nova injeção, para restaurar os efeitos. Em conseqüência tendem a intensificar o uso até que eles próprios, ou o seu suprimento, se esgotem.

No Peru, entre a juventude urbana, é difundido o hábito de fumar “pasta de cocaína” (extrato bruto de coca contendo 40-90% de cocaína na forma de sulfato e de base, além de outros alcalóides da coca). A pasta é misturada com tabaco ou maconha e desta forma fumada.

Nos EUA, a cocaína livre vem sendo fumada, misturada ou não com tabaco. A cocaína sofre um tratamento conhecido como “freebasing”, quando o cloridrato de cocaína é misturado com bicarbonato de sódio ou com água e hidróxido de amônia. Após esta mistura a base livre é extraída com solvente, geralmente éter, e então fumada, fuma-se o “freebasing” em um tipo de cachimbo d’água, chamado marquilé. Como apenas 5 a 6% da droga passam através do tubo do cachimbo, porque a maior parte da cocaína perde-se pela condensação e pela fumação, tornase necessário usar grandes quantidades de cocaína, mais ou menos 100mg de cada vez, o que torna esse processo a forma mais cara de uso da cocaína. A recente popularidade do “freebasing” entre os usuários americanos é devido à intensa excitação resultante desta forma de abuso, só equiparada à da via intravenosa. No “freebasing” utilizam-se cristais de cocaína livre, com mais de 90% de pureza.

Este é o processo que provoca o maior desejo por outra dose de cocaína, maior mesmo que o produzido após o uso de IV. É também uma forma perigosa de abuso, pois estudos demonstram que o “freebasing” danifica os pulmões e pode desencadear problemas sérios, como a queima não prevista dos solventes inflamáveis usados no processo de extração da droga. Eventualmente, estes solventes podem provocar explosões com resultados fatais. De acordo com publicação recente do “National Center for Disease Control”, dos EUA, os caos fatais relacionados com cocaína quadruplicou de 1976 a 1981.

Em relação à dependência, a maioria dos autores observa que as folhas de coca mascadas não levam à dependência física ou psíquica. Não constataram também tolerância, mesmo naqueles mascadores antigos de coca. Já a cocaína desenvolve dependência psíquica com acentuada tendência ao uso continuado da droga. Porém, se a substancia é ou não capaz de desenvolver tolerância ainda não está satisfatoriamente definido. O mesmo ocorre em relação ao aparecimento da dependência física. Entretanto, deve-se notar que, hoje, os padrões usuais para farmacodependência da cocaína estão totalmente alterados, uma vez que a cada dia têm surgido novas formas de abuso, além de serem utilizadas concentrações cada vez maiores deste fármaco. Assim sendo, atualmente muitos pesquisadores têm admitido uma possível tolerância e até dependência física, para os usuários de cocaína por via intravenosa e “freebasing”.

Uma síndrome de abstinência suave e nem sempre notada clinicamente tem sido relatada. As pessoas que deixam de usar a droga queixam-se de depressão,  adiga, agitação, calafrios, isolamento social, compulsão pela droga e distúrbios do apetite e do sono, embora estes sintomas possam estar associados a uma dependência psíquica ou a reações tóxicas. O comportamento predominante nos usuários de cocaína, quando estes não têm acesso a ela, é de procura e compulsão pela droga, indicando o desenvolvimento de um elevado grau de dependência psíquica.
feto de usuaria de cocaina
Foto de um feto com má formação devido ao uso de cocaína pela mãe

Drogas de Abuso

março 21st, 2009 -- Posted in Drogas de Abuso, Sem categoria | 2 Comments »

COCAINA


Drogas de Abuso

1 INTRODUÇÃO

Cocaína é um potente estimulante de sistema nervoso central que ocorre naturalmente. A cocaína compartilha muitos efeitos farmacológicos e adversos com estimulantes como as anfetaminas e adequadamente tem uma longa história de uso e abuso. Resultados arqueológicos no Equador indicam que os habitantes pré-incas descobriram as propriedades do arbusto de Erithroxilon coca. Os Incas sentiam a planta como um presente divino criado para aliviar fome e sede. O cultivo de coca era firmemente controlado de forma que principalmente a classe governante mastigasse as folhas em ocasiões especiais. Menos freqüentemente, o proletariado era recompensado por ações especiais com um presente de folhas de coca.

Mais de 200 espécies de Erithroxilon são conhecidas, porém somente a E. coca, variedade ipadu, e a E. novogranatense, variedade truxillense, contém cocaína em quantidades apreciáveis. Nas regiões andinas, a maioria da população indígena, desde a remota antiguidade, usa folhas de coca para diminuir a fadiga, a fome e elevar o ânimo, com pequena característica de dependência e freqüentemente com objetivo medicinal. As folhas secas são mascadas com cal ou cinza, para facilitar a liberação da cocaína por alcalinização da saliva. A cocaína produzia efeitos estimulantes do aumento da respiração, pois aumenta entrada de oxigênio desta forma os trabalhadores nativos ficam mais dispostos a executar os deveres deles no ar rarefeito das altitudes altas.

Américo Vespucio mencionou a prática indígena de mastigar coca com cinza, o que mais tarde foi provado que aumentava absorção de cocaína. Empreendedores espanhóis usaram coca para atrair índios a trabalho duro. Embora Pizarro trouxe folhas de coca provavelmente no século XVI para a corte espanhola, os europeus não adotaram o costume de coca mastigar, em parte porque estas folhas não retêm a potência delas depois de períodos longos de viagem.

A cocaína alcalóide foi caracterizada em 1859 primeiro por Albert Niemann que também reconheceu as propriedades de anestésico de cocaína. Sigmund Freud escreveu relatórios em 1884 sobre a habilidade de cocaína para aliviar depressão e hábito de morfina de cura. Naquele mesmo ano, Carl Koller reconheceu a importância da habilidade de cocaína para anestesiar a córnea em cirurgia de oftalmológica. O cirurgião americano Halstead demonstrou as propriedades de nervo-bloqueio periféricas de injeções de cocaína. Infelizmente, Halstead se tornou um das primeiras vítimas de dependência de cocaína quando ele tentou curar o hábito de morfina dele com cocaína.

Com o tempo ciência entendeu como maximizar a força e efeito da droga contida nas folhas de coca. Sendo quimicamente sintetizando a coca, deixando o pó cristalino branco surgindo assim à cocaína. Com o tempo surgiram novos métodos para aumentar os efeitos de euforia da droga que nos conduziu ao mais potente e viciador forma da droga, pedra (crack). Cocaína em pedra é a versão popularmente usada hoje. Fumar pedras de cocaína começou por volta de 1970. Crack destruiu milhões de vidas desde foi apresentado primeiro às ruas de América. Crack é uma droga relativamente nova na cena comparada a drogas como ópio ou heroína; no entanto, fez parte de nossa história e cultura durante quase 150 anos.

1.1 O Papel de cocaína em História americana

Cocaína foi sintetizada primeiro em 1855. Não era até as 1880, porém, que seus efeitos foram reconhecidos pelo mundo médico.

Cocaína droga para dor de dente declara o anúncio, 1885.

A primeira autoridade reconhecida a defende esta droga foi o psicólogo mundialmente famoso, Sigmund Freud. Cedo na carreira dele, Freud promoveu a cocaína amplamente como uma tônica segura e útil que poderia curar depressão e impotência sexual. A cocaína adquiriu mais adiante aceitabilidade quando em 1886 John Pemberton incluiu a cocaína como o ingrediente principal no novo refrigerante dele, Refrigerante de coca. Era a euforia da cocaína e seus efeitos energizantes nos consumidores que era o principal responsável pelo Refrigerante de Coca subir rapidamente em seu lugar, tornando-se o refrigerante mais popular em história. Dos 1850 para o início de 1900, cocaína e ópio uniram-se a elixires, tônicas e vinhos sendo amplamente usados por pessoas de todas as classes sociais. Este é um fato que é a maior parte esta escondida na história americana. A verdade é que neste momento havia uma grande cultura de droga que afetava um setor enorme da Sociedade americana. Outras pessoas famosas que promoveram os efeitos “milagrosos” de elixires de cocaína eram Thomas Edison e atriz Sarah Bernhart. Porque não havia nenhuma restrição colocada em adquirir estas drogas por volta de 1900, narcótico era um modo aceitável de vida para um número grande de pessoas, muitas pessoas de alto nível social. Cocaína era uma presença silenciosa principalmente na indústria de filmes. As mensagens em favor da droga que saiam de Holliwood neste momento estavam recebendo atenção internacional o que influenciou as atitudes de milhões das pessoas sobre cocaína.

Como uma regra, pessoas famosas são modelos que podem e fazem influencie as massas. O poder das estrelas provou com o tempo ser a forma mais potente de anunciar. Pense nisto: o psicólogo mais famoso do mundo; o homem que inventou da lâmpada incandescente; os astros de Holliwood; e o inventor do refrigerante mais popular da história – todos em favor da cocaína. Todos promovendo os efeitos positivos da droga. Alguns fizeram isto por atestados pessoais os quais correram páginas impressas pela nação. Outros (em particular os astros de cinema mudo) promoveram a aceitabilidade da cocaína pelos exemplos que eles fixaram em seus estilos de vida mostrados na publicidade. O Robert Louis Stevenson escreveu o primeiro desenho de Dr. Jekill e Sr. Hide enquanto estava sendo tratado com cocaína para tuberculose. O Senhor Arthur Conan Doile que caracterizou Sherlock Holmes usou estimulantes artificiais até que ele ficou cansado, perdido, e paranóico. Depois, ele reapareceu em saúde boa, com o cachimbo dele substituindo o hábito pela cocaína. John Stith Pemberton comercializou uma mistura de cocaína-cafeína chamada Coca-Cola® em 1886.

Da mesma maneira como outros narcóticos, tais como ópio e heroína, durante este tempo a cocaína começou também a ser usada como um ingrediente ativo em uma variedade de “cura tudo” em tônicas e bebidas. Em muitas tônicas que eram produzidas a cocaína seria misturada com opióides e seria administrada livremente para velho e jovem de forma semelhante. Somente alguns anos depois que os perigos destas drogas tornar-se-ia aparente.

Por volta de 1891, foram reconhecidos os sérios efeitos adversos da cocaína e tinha havido 200 relatórios de intoxicação de cocaína sistêmica, incluindo 13 mortes. Freud tinha sido acusado de soltar o terço grande açoite de humanidade (depois de álcool e opióides), e ele removeu toda a referência subseqüentemente a abuso de cocaína da autobiografia dele. Os Estados Unidos tentaram controlar uso de cocaína através de “The Purê Food and Drug Act” de 1906, e subseqüentemente, a Coca-Cola decocainizou as folhas de coca antes de fazer a bebida. O “1914 Harrison Narcotic Act” etiquetou a cocaína como um narcótico com as mesmas restrições e penalidades como heroína.

Na realidade, eram os efeitos colaterais negativos do uso habitual de cocaína que eram responsáveis por cunhar-se a frase, “dope fiend”.Esta terminologia ocorreu por causa do comportamento de uma pessoa que abusa cocaína por períodos prolongados de tempo. Porque a cocaína é um estimulante tão poderoso, que seu uso diário prolongado cria privação de sono severa e perda de apetite. Uma pessoa poderia ir dias ou às vezes semanas sem dormir ou comer.O usuário experimenta freqüentemente comportamento psicótico. Eles alucinam e se tornam desiludidos.  Quando é retirada a droga a pessoa entra num estado severo de depressão. Esta pessoa pode se tornar tão desesperado para mais droga que fará qualquer coisa para adquirir mais, inclusive assassinato. Se a droga não está prontamente disponível, a pessoa experimenta uma depressão de retirada que pode ficar tão grande que às vezes o usuário torna-se um suicida. Por causa deste efeito odioso no usuário que a palavra “demônio” foi associado com hábito de usar cocaína.

No curso dos próximos vários anos a maioria americana se deu conta mais dos perigos de cocaína. Como a severidade deste problema ficou mais aparente, um clamor público preocupado em proibir a reunião social com uso eventual de cocaína. Esta pressão pública forçou Pemberton para remover a cocaína do Refrigerante de Coca em 1903. Eventualmente a pressão pública ficou tão grande sobre uma proibição nacional da cocaína. Os legisladores do país tomaram conhecimento, e em 1920 a cocaína foi acrescentada à lista de narcóticos  proscrito passando pelo “The Dangerous Drug Act” de 1920.

Em 1970, “The Comprehensive Drug Abuse Prevention and Control” classificaram a cocaína como uma droga tipo II (i.e., potencial de abuso alto com aplicação médica limitada), que permitiu seu uso legal novamente. A indicação clínica principal para o uso de cocaína é como um anestésico tópico e vasoconstritor para orelha, nariz, e cirurgia de garganta.

Nos anos sessenta, cocaína emergiu como uma substância geralmente usada com a heroína (chamou um “speedball”) por usuários de várias drogas intravenosas, mas antes dos anos setenta sua reputação mudou devido a tornar-se cara, droga de alto-estatus que era cheirada ou fumada ou injetada em qualquer lugar. A atração da cocaína para sócios prósperos e independentes de media e classe alta inclui alegria, êxtase, autoconfiança aumentada, e levanta a coragem física. Além disso, tem uma reputação como um afrodisíaco, embora uso em longo prazo foi associado com deficiência orgânica sexual. Interesse em cima do uso ilícito de cocaína aumentou por causa de seu uso acelerado entre todas as classes sociais e a prevalência de formas mais perigosas de abuso (por exemplo, freebasing).

1.2 Fontes

Cocaína é um de pelo menos 14 alcalóides extraído das folhas de dois arbustos de coca indígena da América do Sul. O arbusto Erithroxilon coca requer um clima úmido, tropical encontrado no Peru, Equador, Bolívia, México, a Índia Ocidental, e Java. O arbusto cresce até 8 pés de altura por volta de 40 anos. Esta planta é a fonte principal de comércio de cocaína ilícito. As folhas são encharcadas em tambores de gasolina que contêm álcali, ácido sulfúrico, querosene, e outros solventes. O fluido e as folhas são descartados, enquanto a pasta de coca marrom grossa é vendida para laboratórios clandestinos. Lá a pasta é refinada em pó cristalino branco que contém hidroclorido de cocaína. A planta de coca não deveria ser confundida com a planta de cacau que contém cafeína em lugar de cocaína.

A planta Erithroxilon novogranatense cresce na região montanhosa mais seca de Colômbia, na costa caribenha de América do Sul, e costa norte do Peru. As folhas da variedade de Trujillo são legalmente crescidas no Peru e são exportadas para Companhia Química Stepan em Maiwood, NJ. Este é o único fabricante legalmente reconhecido de cocaína para propósitos farmacêuticos nos Estados Unidos.

1.3 Estrutura

Cocaína é um tipo de éster de anestesia local e pertence à família de tropano de alcalóides naturais. Outros sócios da família incluem escopolamine e atropina. Estruturalmente, a cocaína é benzoilmetilecgonina. Como um éster de ácido benzóico e o metilecgonina básica contendo nitrogênio, a cocaína hidrolisa para benzoilecgonina, éster de metilecgonina, e ecgonina. Hidroclorido de cocaína é um pó cristalino branco que é a formulação legal e mais ilícita de cocaína. O sal de hidroclorido é pobremente volátil. A Conversão para o freebase com sulfato e éter produz um sal que resiste a decomposição do calor e permite inalação da combinação ativa (freebasing).

Cocaína – benzoilmetilecgonina

Embora uma provisão aumentada de cocaína melhorou a pureza de cocaína de rua, invariavelmente a droga de rua ainda contém uma variedade de adulteradores. Conteúdo de cocaína em amostras de rua pode variar de 15% a 90%. A presença de impurezas sempre deveria ser considerada em reações adversas que complicam uso de cocaína. Uma proliferação de cocaína como efedrina, cafeína, fenilpropanolamina, e anestesias local estão extensamente disponíveis como substitutos de cocaína. Uso destes substitutos foi associado com hipertensão, náusea, vomitando, espirrando, insônia, ansiedade, palpitações, tremor, câimbras abdominais, e diarréia.

1.4 Patofisiologia

Os únicos usos médicos bem-aceitos de cocaína são anestesia de membrana mucosa e vasoconstrição. A dupla vasoconstrição farmacológica e ações de anestesia local da cocaína não são atingidas entre drogas clínicas. Doses tão baixo quanto 20 a 50 mg provêem vasoconstrição satisfatório para orelha, nariz, e cirurgia de garganta dentro de 2 a 4 minutos, a dose máxima de cocaína segura é 1 a 3 mg/kg, e soluções não deveriam exceder concentrações de cocaína de 10%. Quatro mililitros de uma solução 5% de cocaína contêm a dose máxima absoluta permitível para um adulto (i.e., 200 mg). Embora cocaína foi administrada primeiro como um anestésico tópico da córnea, os agentes mais novos (por exemplo, ciclopentolato) substituiu a cocaína, principalmente porque aplicação de cocaína repetida causa opacificação córnea e epitelização atrasada.

2 Efeitos no sistema nervoso central

Cocaína é um estimulante de sistema nervoso central que produz efeitos pelo potecialização de neurotransmissores, principalmente norapinefrina e epinefrina. Cocaína em doses crescentes causa excitação no córtex. Inicialmente, euforia, hiperatividade, inquietude, e desinibição acontecem. Ativação progressiva dos mais baixos resultados de centros de cérebro em tremor, hiperreflexia, e convulsões. Em doses altas, depois da fase de excitatória, desenvolve um período de depressão. Coma, hiporeflexia, e depressão respiratória ou cardiovascular podem caracterizar este período.

Aproximadamente 10% a 30% de acidente vascular cerebral em adultos jovens são associados com uso de droga, subindo a 90% de pacientes na terceira e quarta década. Drogas freqüentemente implicadas em acidente vascular cerebral são as agentes de simpatomimético como as anfetaminas, fenciclidina, fenilpropanolamina, metilfenidato, cocaína, e opióides como heroína. Sintomas Neurológicos desenvolvem-se imediatamente ou dentro de 3 a 6 horas de uso da cocaína na maioria dos casos de acidente vascular cerebral cocaína-relacionados. Acidente vascular cerebral cocaína-associados acontecem em usuários de primeira-vez e usuários de longo-tempo e são independentes da rota de administração.

A forma alcalóide de cocaína foi associada com ambos acidente vascular cerebral oclusivo e hemorrágico. A forma de hidroclorido esteve principalmente relacionada a acidente vascular cerebral hemorrágico. Cocaína bloqueia recaptação de serotonina, assim aumenta intensamente os níveis de serotonina. Serotonina é um vasoconstritor forte e pode contribuir o fluxo de sangue decrescente ao cérebro. Vasculite cerebral também podem induzir a um acidente de cerebrovascular.

Subarachnoid e hemorragias de intracerebral foram associadas com uso de cocaína. Pacientes com começo súbito de uma dor de cabeça severa vários minutos a horas depois de uso de cocaína, especialmente se é associado com náusea, vomito, dureza de pescoço, ou perda de consciência, deveria ser admitido para avaliação de uma possível hemorragia de subarachnoid. Preexistindo lesões (aneurisma cerebral ou malformação de arteriovenosa) forma o substrato para esta complicação. Pacientes podem apresentar hipertensivo ou normotensivo. Em aproximadamente 80%, um aneurisma ou malformação de arteriovenosa foi descoberto. Exame angiográfico cerebral é recomendado em casos de hemorragia de intracerebral cocaína-relacionada, especialmente se a hemorragia é lobar ou intraventricular.

Entre aproximadamente 2% e 10% de pacientes que se apresentam a um departamento de emergência com toxicidade de cocaína têm convulsão. Foram informadas convulsões principalmente cocaína-relacionados enquanto que 12 horas depois do uso de cocaína. Esses sem história de convulsões anteriores normalmente experimentam únicas convulsões generalizadas que acontecem depois de uso intravenoso ou uso de crack. Tomografia computada craniana (o CT) varredura e eletroencefalogramas normalmente são normais e estes pacientes normalmente recuperam sem déficits neurológicos. Convulsões focais são associados com infartação cerebral, hemorragia de subarachnoid, ou hemorragia de intraparenquimal.

Estado de epilepsia normalmente é observado em usuários de cocaína sem história de convulsão anterior que tenha usado quantias grandes de cocaína (2 a 8 gramas). Os Pacientes com uma história de convulsões cocaína-não-relacionados vão, depois de usar cocaína, normalmente experimentar convulsões de motor focais que são normalmente múltiplas. Estes freqüentemente acontecem depois que uso intranasal. Se eles tiverem uma única convulsão generalizada, eles normalmente têm um CT craniano, eletroencefalograma, e resultado de neurológicos normais.

Numerosas outras complicações de neurológicas depois que uso de cocaína foram descritas. Cocaína pode ativar dores de cabeça de enxaqueca. A retirada da cocaína também pode ativar dores de cabeça. Dor de cabeça também pode ser relacionada a trauma depois de uma convulsão ou por trauma da cabeça de problemas relacionados a uma transação de droga. Subdural ou hematoma epidural ou fratura de crânio devem ser consideradas. Se a droga for intravenosamente usada, dor de cabeça também pode ser causada através de infecções de sistema nervosas centrais.

Uso intranasal crônico de cocaína pode conduzir a vasospasma, mudanças inflamatórias crônicas, e pode danificar ao prato de cribriforme. Cirurgia pode ser necessária. Usuários de cocaína intravenosos podem experimentar cerebritis de fungal. Abuso de cocaína foi associado com movimentos estereotípicos, como escolher e acariciar, tiques, a síndrome de Tourette, chorea, e reações de diatônicas. Cheirar cocaína foi associado com sinusite fronteiriça e pode render um abscesso de cérebro subseqüentemente. Abusadores de cocaína crônicos sem evidência discreta de infartação cerebral ou história de trauma de cabeça significante, infecção de HIV, ou outra doença de neurológica podem ter no CT a comprovação de atrofia cerebral frontotemporal difusa.

Cocaína no cérebro – No processo de comunicação normal, dopamina é liberada por um neurônio no sinapse onde pode ligar com receptores de dopamina em neurônios vizinhos. Normalmente dopamina é reciclada então atrás no neurônio transmitindo por uma proteína especializada chamada de transportador de dopamina. Se a cocaína estiver presente, prende ao transportador de dopamina e bloqueia o processo de reciclagem normal, resultando em uma formação de dopamina na sinapse que contribui aos efeitos aprazíveis de cocaína.

3 Efeitos Cardiovasculares:

Embora se pensa que 5 milhões de americanos usem cocaína regularmente, foram informados só 100 a 200 casos de infarto de miocárdio agudo cocaína-relacionado na literatura norte-americana. Por causa disto, são admitidos muitos pacientes com dor de tórax cocaína-relacionada para o hospital com uma diagnose de possível infarto de miocárdio. Infarto de miocárdio cocaína-relacionado é associado com uma prevalência alta de trombi coronário e envolvimento de parede anterior em caso contrário artérias coronárias normais. Infarto de miocárdio cocaína-induzido podem seguir abuso de cocaína pelo intranasal, intravenoso, e rotas de inalação. Sobre metade dos pacientes que experimentam um Infarto de miocárdio possuiam dor de tórax prévia. Nove de dez foram os fumantes de cigarro e dois-terços tiveram os infartos de miocárdio dentro de 3 horas do uso de cocaína. A maioria dos pacientes que apresentam a um departamento de emergência com dor de tórax cocaína-induzida não tem um infarto de miocárdio.

Mecanismos propostos para infarto de miocárdio cocaína-induzido incluem espasmo de artéria coronário, em formação de trombus de situ e agregação de plaqueta, dano de miocárdio direto, aterosclerose nonateroscierotico intimal proliferação acelerada, e aumentou demanda de oxigênio de miocárdio. Infarto de miocárdio cocaína-induzido em pacientes com artérias coronárias normais provavelmente envolve adrenergicamente mediaram aumentos em consumo de oxigênio de miocárdio, vasoconstrição de artérias de epicárdio grandes ou recipientes de resistência coronários pequenos, e trombose coronária. Aterosclerose acelerada e prejuízo de vasodilatação de endotélio podem acontecer depois de uso de cocaína crônico.

Uso de cocaína Intranasal induz vasoconstrição coronário periódica. A vasoconstrição inicial busca 30 minutos notáveis administração de droga, e é temporariamente relacionada à concentração de sangue de cume de cocaína. Como a concentração de sangue de declínios de cocaína, é aliviado este vasoconstrição. Há 90 minutos depois de administração de droga, ocorre periodicamente vasoconstrição coronário e é temporariamente relacionado a concentrações aumentadas do metabólitos principais da cocaína, benzoilecgonina e ecgonine de metil de etilo. Angina e infarto de miocárdio que acontecem horas depois de inalação de cocaína podem ser um resultado da influência de vasoconstrição coronária de tal metabólitos.

Cocaína aumenta produção de tromboxane e agregação de plaqueta que podem exacerbar esquemia pelo aumento da atividade de vasoconstrição. Vasos de resistência coronários anormais (vasos de epicárdio pequenos em biópsia de endomiocárdio) indica que quando uma mudança crônica em alcances de vasos sanguíneos coronários encontra-se numa fase crítica, presumivelmente dor de tórax pode ser induzida tampando dos recipientes pequenos através de trombi de plaqueta ativada por abuso de cocaína adicional. Liberação de tromboxane A2 de plaquetas estimuladas também poderia exacerbar esquemia aumentando atividade de vasoconstritora.

Dor de tórax de origem cardíaca presumida em um indivíduo cocaína-abusando deveria ser considerada um evento de esquemia. Pacientes podem requerer admissão à unidade de cuidado coronária. Dor de tórax é a reclamação cocaína-associada mais freqüente, enquanto acontecendo em tantos quanto 40% de tais pacientes que apresentam ao departamento de emergência. Pode ser vista freqüentemente dor de tórax em departamentos de emergência insufflation seguinte, inalação, ou uso intravenoso de cocaína. Tal dor no usuário de cocaína pode ser um resultado de pneumomediastio e pneumotórax (uso de inalação), partícula estrangeira ou emboli séptico (uso intravenoso), trauma associado, e esquemia de miocárdio e infarto (qualquer rota). Todos os pacientes que se apresentam à emergência com dor de tórax deveriam ser interrogados sobre cocaína.

O eletrocardiograma (ECG) é menos sensível identificando infarto de miocárdio em pacientes com dor de tórax cocaína-induzida que em outros pacientes que apresentam com dor de tórax. O infarto de miocárdio periódico pode acontecer em pacientes com angiogramas coronário normal que usam cocaína.

4 Efeitos respiratórios

Inicialmente, causas de excitação de neurogênicas centrais aumentam  a ventilação manifestado por taquipnea e um volume relativo elevado. Doses crescentes podem causar depressão respiratória, cianose, e hipoxemia. Morte pode ser o resultado de depressão respiratória, freqüentemente em associação com convulsões, de fibrilação de ventricular, ou de colapso cardiovascular.

5 Efeitos oftalmológicos

Cocaína causa nidriase por ambos efeitos local e central não-adrenérgico nos músculos radiais da íris. Cicloplegia parcial também acontece. Como com outras membranas mucosas, cocaína produz anestesia e vasoconstrição localmente.

6 Efeitos gastrointestinal

Cocaína pode produzir náusea e vomito por excitação central. Diarréia e câimbras abdominais podem ser o resultado de simpatomimetico efetuado na parede intestinal.

7 Efeitos de hipersensibilidade

Verdadeira reação de anafilaxia para pura cocaína é extremamente rara, embora amostras de rua podem conter drogas alergizantes conhecidas, como quinina. Reações imediatas para uso de cocaína são o resultado mais provável de overdose volumosa ou injeção intravenosa rápida.

8 Pharmacokinetics

8.1 ABSORÇÃO

A cocaína é rapidamente e bem absorvida nas rotas nasais, orais e pulmonares a níveis geralmente associados com uso terapêutico.

A concentração de cocaína no plasma rapidamente aumenta durante os primeiros 20 a 30 minutos depois de cheirar, alcançando um cume entre 15 e 60 minutos.

Absorção pela rota nasal em doses terapêuticas é 98% completada depois de 4 horas.

Uma dose de 25-mg de cocaína intravenosa produz efeitos subjetivos e fisiológicos semelhante para uma de 100-mg dose de intranasal. Administração oral produziu cocaína de protoplasma de detectável há 30 minutos, com níveis de cume alcançados entre 50 e 90 minutos.

A cocaína freebasing é rapidamente e completamente absorvida na circulação pulmonar. Inalação de 15mg de freebasing de cocaína produz tanto efeito psicológico e fisiológico quanto administração intravenosa de 20mg de hidroclorido de cocaína.

A maioria da cocaína freebasing é entregue aos pulmões dentro das primeiras quatro tragadas. Euforia subjetiva acontece dentro de 6 a 11 minutos. Até dois-terços da droga pode ser perdida antes de alcançar alvéolos.

A injeção Intravenosa produz cinética semelhante a freebase fumados, com efeitos fisiológicos e psicológicos que se aparecem vários minutos mais cedo.

8.2 DISTRIBUIÇÃO

O volume de distribuição de cocaína é 1.2 a 1.9 L/kg.

Em necropsias, as concentrações de cocaína mais altas são encontradas na urina e rim, seguidos por cérebro, sangue, fígado, e bílis.

A meia-vida de protoplasma aparente de cocaína é quase 0.9 hora depois da  doses orais terapêuticas, comparadas com 1.3 horas para cheirado que pode refletir continuando absorção nasal.

Níveis de cocaína no protoplasma permanecem detectáveis durante 4 a 6 horas. Em usuários crônicos de cocaína, a meia-vida de cocaína de protoplasma calculada é em média de 48 minutos depois de uma injeção intravenosa de 32mg.

A cocaína facilmente se difunde pela barreira encefálica. Em contraste com cocaína, o metabólito benzoilecgonina passa pobremente no tecido do cérebro.

8.3 COCAETHILENE

O cocaetileno, o homólogo de etil de cocaína (etilbenzoilecgonina), é um metabólito farmacológico ativo da cocaína, e é encontrado em usuários de cocaína que consumiram cocaína e etanol simultaneamente.

O cocaetileno é formado no fígado  através de transesterificação da cocaína e do etanol.

Sua concentração no sangue pode se aproximar ou pode ultrapassar a de cocaína (mais alto encontrado em um estudo, 1,600 mg/mL).

A mais longo meia-vida (2 horas) quando comparada com a cocaína (38 minutos) pode explicar por que alguns indivíduos cujos níveis de sangue de cocaína são baixa experimentam convulsões cocaína-relacionadas ou infarto de miocárdio.

O cocaetileno penetra a barreira de sangue-cérebro. O cocaetileno pode explicar por que tantos usuários de cocaína usam álcool. Ele aparentemente fica mais alto e por mais tempo.

O cocaetileno é encontrado no sangue e cérebro quando cocaína e etanol estiverem presentes.

O cocaetileno pode ser ativo a cocaína local que liga em no sistema nervoso central (dopamina, norepinefrina, serotonina, sigma de opióides, e receptores de colinérgicos de muscarínicos) e pode ser ativo ao canal de sódio.

A presença e concentração de cocaetileno não podem ser precisamente deduzidas de níveis séricos de cocaína ou etanol simultaneamente.

8.4 ELIMINAÇÃO

Cocaína rapidamente e extensivamente metabolizada. Menos que 10% é excretado inalterado na urina.

Protoplasma e fígado colinesterase hidrolisa a cocaína para o principal metabólito inativo metil éster ecgonine  que responde por 32% a 49% de metabólitos da urina.

O outro metabólito principal é benzoilecgonina que responde por 29% a 45% de metabólitos urinário. Este metabólito podem ser não-enzimaticamente hidrolisado.

Conversão da cocaína para norcocaine por N-metilação responde por só 2.6% a 6.2% de metabolismo de cocaína. Embora norcocaine seja ativa, sua contribuição para o efeito de cocaína é questionável.

A meia-vida de eliminação da cocaína pela rota de intranasal é 75 minutos, 48 minutos para oral, e 54 minutos para administração intravenosa. A meia-vida varia significativamente entre indivíduos, talvez por causa de diferenças em níveis de colinesterase.

A meia-vida de eliminação dos dois metabólitos principais, benzoilecgonina e éster de metil de ecgonine (5 a 7 e 4 a 5 horas, respectivamente), cocaína não metabolizada na urina (aproximadamente 1.5 horas). Por conseguinte, os métodos de descoberta de cocaína confiam na excreção urinária de metabólitos em lugar de cocaína inalterada.

Cocaína geralmente pode ser descoberta em até 8 horas na urina depois de uma dose intranasal de 1.5 mg / kg.

Benzoilecgonina permanece detectável na urina por técnicas cromatográficas ou imunoensáio (EMITA) durante 48 a 72 horas, considerando que rádio-imuno-ensáio identifica metabólitos durante 90 a 144 horas.

metabólitos da cocaína

9 Apresentações clínicas

Os efeitos clínicos de cocaína em overdose aguda se desenvolvem rapidamente. Diagnose atrasada raramente é um problema. Contrabandistas que ingerem bolsas cheias de cocaína (os mulas) é uma exceção porque eles podem desenvolver uma condição tóxica aguda se estas bolsas romperem (contendo freqüentemente 3 a 11 gramas de cocaína cada) durante trânsito intestinal.

A toxicidade da cocaína pode ser dividida consecutivamente em três fases: excitação inicial, excitação recente e depressão. Em casos de overdose severos, progressão por este padrão seqüente será acelerada. Convulsões terminais, disritmias de ventrículo, ou apreensão respiratória normalmente desenvolvem dentro dos primeiros 30 minutos. Resolução de sintomas principais acontece dentro de 1 a 3 horas, a menos que dano secundário ou complicações de supervenham de hipertermia. Reconhecimento da fase de excitação inicial (por exemplo, ansiedade, verbosidade, agitação, e hiperatividade de músculo) é vital ao tratar o transportador de cocaína cujo ingeriu bolsas que possam ter rompido.

6.1 EFEITOS RESPIRATÓRIOS

Overdoses severas podem causar hipoxemia e hipercarbia por causa de depressão respiratória e / ou convulsões demorados. Edema pulmonar droga-induzido pode desenvolver administração de intravenousa de freebasing de cocaína e, em casos raros, contribui a hipoxemia. Cheirar pode causar reação de hiperemia da mucosa nasal e rinite persistente. Menos freqüentemente, erosões e perfuração nasal complicam-se pelo uso crônico. Inalação profunda pode depositar adulteradores gerando a sinusite. Granulomas pulmonar, dispnéia em esforço, que foram informadas opacidades pulmonares, e rinorrea fluida cérebro-espinhal depois de administração pela rota nasal. Tosse crônica e bronquites com produto de preto a sangue-tingido no cuspe pode ser o resultado de fumagem de freebasing habitual.

6.2 EFEITOS CARDIOVASCULARES

Taquicardia de seio é o achado de ECC mais freqüente. Uso ilícito de cocaína pode causar elevações em pulso e pressão sanguínea bem como disritmias de ventricular, particularmente em pacientes com problemas de doença cardiovascular. Podem ser vistas dor de tórax e enzimas cardíacas elevadas em indivíduos com artérias coronárias estruturalmente normais. Vários casos sugerem que a cocaína possa afetar tom da artéria coronária adversamente ou trombogenesis igual à ausência de doença subjacente. Multifocal contrações de ventricular prematuras complicaram alto-dose anestesia tópica durante laringoscopia podem ser vistas em overdoses por qualquer rota. Além de depressão respiratória, hipotensão que resulta de redução de cocaína induzida em contractibilidade de miocárdio e, talvez, fibrilação ventricular contribui para mortalidade.

6.3 Efeitos Neurológicos

Convulsões, agitação, tremor, e estado mental mudam tendo tudo sido informado. Pacientes podem apresentar com uma psicose tóxica confusa que inclui desorientação, prejuízo de memória recente e disfunção orgânica de cerebral.

6.4 Efeitos psiquiátricos

Dependendo de dose, cronicidade, personalidade, predisposição genética, e expectativas, a cocaína produz uma quantidade contínua de síndromes psiquiátricas que variam de euforia e disforia a uma psicose de esquizofrenia, semelhante psicose anfetamina-induzida. Overdose aguda ou uso habitual podem conduzir para mudanças de humor caracterizadas por pensamento paranóico, agitação, irritabilidade, inquietude, e impulsivibilidade. Usuários crônicos podem ficar deprimidos, suspeitos, irritáveis, e impotentes que reforçam uso de cocaína ininterrupto.

Pensamentos distorcidos em certos processos podem causar um comportamento suicida e homicida agressivo e o julgamento prejudicado e déficits de atenção aumentam. Grande chance de trauma acidental. Alucinações táteis (i.e., “bichos de coca-cola”, formigação) é o tipo mais freqüente em individuais psicótico e foi determinado o eponim o “sinal de Magnan”. Perda da percepção visual podem envolver luzes que brilham na visão de periférica chamada de “luzes de neve”. Persistência de sintomas psiquiátricos além de 5 a 7 dias sugestionam uma desordem psiquiátrica subjacente.

7 Padrões de abuso

Cocaína não produzida o padrão de hábito clássico visto com opiáceos e sedativo-hipnótico, apesar do fato que os usuários pesados desenvolvem tolerância aguda os efeitos de euforia da cocaína bem como síndromes de abstinência físicas (por exemplo, depressão, insônia, dores de cabeça, fadiga, irritabilidade). Mudanças fisiológicas principais e tolerância forte não caracterizam uso de cocaína médico ou casual.

7.1 Cheirar (carreirinha)

Usuários de cocaína mais recreativos favorecem esta rota. Os cristais de cocaína são cortados em um pó bom e colocaram em pontas em uma superfície lisa dura como um espelho. Cada ponta representa tipicamente entre 10 e 35 mg de cocaína que depende de pureza, mas efeito de droga sempre não é previsível por causa da presença de adulteradores. O usuário puxa o pó na narina (aspirando) com um papel enrolado. Os efeitos de euforia começam dentro de minutos e duram 20 a 45 minutos aproximadamente. Depois que a exaltação baixar, inquietude, irritabilidade, e depressão podem se aparecer, que reforçam uso de cocaína ininterrupto. Farras ou corridas podem durar vários dias até qualquer físico, financeiro, ou recursos de droga são exaustos. Freqüentemente, sedativo-hipnóticos, álcool, e heroína plana é administrada para contrariar o disforia de repercussão (“estrondo”) associado com uso de cocaína.

7.2 FREEBASING

O freebasing álcali de cocaína é uma combinação de intermediário na extração do sal de hidroclorido das folhas de coca. Lojas de parafenalia comerciais vendem equipamentos de extração simples que dissolvem o hidroclorido salgam em uma solução alcalina, separe com um solvente volátil (éter), e seca o produto como o benzoilmetilecgonina base de álcool amino. O produto remanescente é volátil e pode ser fumado em um cigarro ou tubo de água. “Crack” é o termo popular para os pedaços cristalinos minúsculos ou “pedras” de cocaína da freebase que é defumado em um tubo. Éter é altamente inflamável e explosões podem resultar durante a extração ou processo secante.

A base de cocaína é rapidamente absorvida pelos pulmões e produz um sentimento imediato de euforia e excitação geral. O sentimento intensamente aprazível pode ser mais divertido que isso extraído por injeção intravenosa. Este padrão tem um potencial alto para dependência e overdose, como o período de euforia é seguido depressa por uma variação de humor de disforico poderoso que conduz a uso de droga adicional. Geralmente, quantidades maiores de cocaína são usadas que pela rota intranasal, e correspondentemente uso de droga mais concomitante acontece (por exemplo, álcool, sedativo-hipnoticos, heroína).

7.3 USO INTRAVENOSO

Muitos usuários de várias drogas intravenosas tentam a cocaína quando está disponível, mas volta à substância de uso habitual deles quando materiais forem exaustos. Cocaína produz muito hiperatividade e excitação para alguns viciados que preferem combinar isto com um narcótico como heroína. Uso de droga-combinação intravenoso parece estar aumentando, talvez por causa da disponibilidade aumentada de cocaína. Hábitos de cocaína intravenosos são caros e produzem reações e efeitos adversos semelhantes para esses produzidos por hábitos de cocaína de freebase.

7.4 FUMAGEM DE PASTA DE COCA

Pasta de coca é o primeiro produto do processo de extração de cocaína e contém até 80% sulfato de cocaína como também outras impurezas. O produto de semi-sólido branco é borrifado em tabaco ou cigarros de maconha. Causa fumando uma euforia imediata semelhante a freebasing fumada, entretanto a pasta de coca é relativamente mais barata quando comparada com hidroclorido de cocaína ou freebasing. Esta prática começou na América do Sul e é vista esporadicamente nos Estados Unidos.

7.5 TOLERÂNCIA

Embora a tolerância possa aparecer com doses de cocaína terapêuticas, os usuários de droga mais crônicos desenvolvem tolerância ao eufórico e efeitos fisiológicos depois de consumo habitual de doses altas. Alguns usuários crônicos, particularmente os fumantes de cocaína de freebasing, desenvolveram tolerância a quantidades que excedem doses letais humanas suspeitadas de 1 grama.

8 Dosage/Death tóxico

A dose máxima de adulto segura de cocaína intranasal é 80 a 200 mg (4 mL de 5% solução de cocaína). Vinte e cinco miligramas de cocaína de intranasal podem produzir uma elevação leve em pressão sanguínea sistólica e um sentimento subjetivo de euforia. Uma dose de 16-mg intravenosa simula os efeitos da dose comum que assuntos ego-injetam na rua. Ambos intravenoso e intranasal dosagens produzem mudanças fisiológicas e psicológicas significantes. Fatalidades podem acontecer por rotas nasais, orais, intravenosas, e pulmonares. A rota oral de administração é associada com morte quando associado com ingestões volumosas por contrabandistas de cocaína (por exemplo, mulas que levam no corpo). reações de disforia podem acontecer com cocaína dose intranasal tão baixo quanto 20 a 30 mg, e o adulto típico é considerado que gama fatal é 1 a 1.2 gramas. Reações tóxicas são difíceis predizer, por causa de variações em impurezas de rua, adulteradores, conteúdo de cocaína, e tolerância individual.

Níveis de sangue de cocaína pós-morte são altamente variáveis, variando de 0.1 a 2.11 mg/mL em várias revisões. Níveis de cocaína de sangue são semelhantes para várias rotas de administração e média aproximadamente 6 mg / mL em mortes de overdose. Morte súbita pode acontecer a mais baixas concentrações de cocaína (0.6 mg / L) quando associado com psicose agitacional. Quando se avalia o nível de cocaína no sangue, várias variáveis devem ser consideradas. Estas incluem tolerância, história prévia de uso de cocaína, suscetibilidade individual (por exemplo, doença cardiovascular, deficiências de pseudocolinesterase), uso de droga concomitante (ilícito ou lícito), papel de adulteradores, técnicas de armazenamento, e tempo entre administração e morte.

A maioria que fatalidades da cocaína são o resultado de overdoses acidentais, embora suicídios, homicídios, e trauma acidental contribuem significativamente a mortalidades. Sintomas terminais de overdose de cocaína envolvem convulsões seguidas por apreensão respiratória. Estado de epilepsia, hipertermia, apreensão respiratória e disritmias ventricular representam o maior risco em overdose de cocaína. Freqüentemente, a associação com cocaína é perdida, desde que telas de droga de rotina podem ser negativas para cocaína por causa de sua liberação rápida. Cocaína pode precipitar infarto de miocárdio e disritmias e pode causar morte súbita em pacientes com sem diagnóstico de doença cardiovascular. Até 30% de mortes de cocaína em um estude envolvia o uso simultâneo de heroína.

9 Interações das drogas

A deficiência da pseudocolinesterase hereditária, reserpina, dopamina, antidepressivos de tricíclicos, um-metildopa, guanetidina, e inibidores da monoamina oxidase potencializam os efeitos adversos de cocaína. O uso de “lama” de cocaína (pó de cocaína seco umedeceu com solução de epinefrina para cirurgia nasal) causas interações de droga perigosas e resultou em litígio próspero. Embora vasoconstritores como adrenalina intensificam encolhimento de membranas mucosas, eles não retardam absorção de cocaína ou o começo de ação.

10 Gravidez e amamentação

Estudos sobre teratogenicidade da cocaína em animais são conflitantes. Taxas de aborto espontâneo  e a incidência de rompimento abrupto da placenta (especialmente depois de injeção de cocaína intravenosa) é aumentado em viciados em cocaína grávidas, talvez por causa de constrição de placenta e contração uterina aumentada que acontecem depois de uso de cocaína. Recém nascidos expostos à cocaína deste grupo de mães pode exibir depressão significante do comportamento interativo e resposta organizacional pobre a estímulos externos.

Em pelo menos um estudo, pesos de nascimento reduzidos, taxa de mal formação aumentada, e foram descobertas incidências mais altas de rompimento de placentas e nascimentos de criança morta. Cocaína é excretada em leite do peito e pode induzir intoxicação de cocaína na criança alimentada pelo leite materno. Foram induzidas apnea e convulsões em uma criança da ingestão direta de cocaína usada como um anestésico tópico para o mamilo. Cessação de exposição de cocaína não parece ser associada com qualquer resultado de gravidez adverso subseqüente cedo em gravidez por usuários de cocaína sociais.

A metanfetamina, droga mais poderosa que o crack, pode “invadir” o Brasil

janeiro 21st, 2009 -- Posted in MATÉRIAS, Sem categoria | 2 Comments »

O abuso de drogas psicotrópicas sintéticas é um fato na Europa e nos EUA. O Brasil, um país pouco “inovador” nessa área, tem seguido, com um certo atraso, as tendências de abuso de drogas que ocorrem nessas regiões, tanto que o ecstasy, embora já utilizado desde 1980 nos EUA, somente agora começa a ter adeptos brasileiros.

Porém, dentro dessa característica, destaca-se o consumo de metanfetamina (MT), um derivado da anfetamina. Introduzida na terapêutica em 1930 como descongestionante nasal, tornou-se uma droga largamente utilizada provocando várias “epidemias” de consumo no mundo devido a suas propriedades euforizantes, assim como suas ações em diminuir o apetite e o sono e aumentar o desempenho físico e intelectual. Um exemplo deu-se na Segunda Guerra Mundial, quando foi consumida por soldados alemães, ingleses e americanos para eliminar o cansaço e manter o vigor físico e a vigília. O Brasil não passou impune por essa onda, e, na década de 60, a MT era aqui vendida na forma de um medicamento de nome Pervitinâ, muito apreciado por jovens que dele faziam uso para aumentar sua capacidade produtiva.

Em pouco tempo, o Pervitinâ passou a sofrer abuso, originando vários casos de dependência descritos na literatura científica brasileira. Devido aos problemas causados, a MT foi banida no Brasil e em vários países da Europa, assim como nos USA. Porém, ela retornou ao cenário muito mais poderosa que anteriormente. Passou a ser fumada, da mesma forma como é feito com o crack, e conhecida, por essa via, como ice, chalk, speed, meth, glass, crystal etc. Por essa rota de administração, produz efeitos prazerosos intensos como: imensa euforia; aumento do estado de alerta, da auto-estima, da sexualidade; e diminuição da fome, do cansaço e da necessidade de dormir. Esses efeitos parecem ser desejáveis e controláveis, mas a droga tem um enorme potencial de dependência, e a “fissura” instala-se rapidamente. É comum o usuário que faz uso compulsivo apresentar: comportamento estereotipado, caracterizado por uma hiperatividade com desenvolvimento repetitivo, por horas, de certas atividades sem significado, às vezes acompanhada de ranger de dentes; síndrome coreica, com movimentos involuntários convulsivos, principalmente dos membros superiores, combinados a movimentos faciais assimétricos; confusão e delírios, e um progressivo estado psicótico indistinguível de esquizofrenia também se desenvolve com o uso crônico. Esses sintomas psicóticos podem persistir por meses ou anos, após o uso da droga ter cessado.

O uso crônico de MT também pode levar ao desenvolvimento de comportamento violento, caracterizado por ser bem mais intenso do que aquele observado com o uso do crack, em resposta aos delírios paranóides, expondo o usuário a situações de risco de vida. Nesses casos, é nítida a alteração da personalidade com irritabilidade e desconfiança de tudo e de todos. Com uso mais freqüente e prolongado, desenvolve-se a tolerância à sua ação euforizante; no entanto, o aumento crescente das doses produz um crescimento progressivo em seus efeitos comportamentais, como atividade locomotora, e também um aumento da ansiedade e da paranóia. Esse fenômeno é chamado de sensibilização e pode persistir por muito tempo, mesmo após a interrupção da droga.

O usuário de ice caracteriza-se por fazer uso da droga por horas ininterruptas ou mesmo dias, seguido por um período de parada, durante o qual sente extrema fadiga, exaustão, desorganização de idéias, hipersonolência, depressão e fissura, além de uma progressiva deterioração social e ocupacional. Problemas cardiovasculares são observados como: taquicardia, aumento da pressão arterial, podendo causar acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio, ambos com risco de morte.

Os efeitos da abstinência da droga são prolongados, iniciados, numa primeira fase que pode durar de 2-6 horas, por depressão, isolamento, hiperfagia, agitação, ansiedade e desejo imenso de dormir. Quando finalmente o usuário consegue dormir, assim permanece por 24-36 horas ininterruptas. O desaparecimento desses sintomas pode levar dias ou semanas, com freqüentes períodos de depressão, sonhos vívidos e ” fissura” pela droga.

A MT exerce seus efeitos indiretamente por elevar agudamente as quantidades de dopamina, noradrenalina e serotonina na fenda sináptica, aumentando a neurotransmissão monoaminérgica. O aumento da dopamina no sistema mesolímbico possivelmente é a origem das bases farmacológicas das propriedades reforçadoras da droga. Esse aumento das monoaminas na fenda sináptica dá-se por três mecanismos principais: bloqueia a recaptação das monoaminas, ligando-se às proteínas transportadoras desses neurotransmissores; promove a liberação desses neurotransmissores das vesículas armazenadoras localizadas nos terminais axônicos; e inibe a MAO, enzima que metaboliza as monoaminas. Estudos recentes em animais têm sugerido que a MT pode degenerar tanto neurônios dopaminérgicos quanto serotoninérgicos. Permanece para ser determinado se humanos expostos à MT também apresentam essa neurotoxicidade cerebral e quais as conseqüências funcionais dessa toxicidade. Além disso, a droga pode afetar as estruturas termorregulatórias do sistema nervoso central, podendo predispor os usuários à hipertermia.

Comparando-se os mecanismos de ação da MT e da cocaína, sabe-se que ambas bloqueiam a recaptação das monoaminas. Entretanto, o mecanismo íntimo desse bloqueio difere entre as duas drogas. De fato, a MT é capaz de ocupar o mesmo sítio que a dopamina na proteína transportadora localizada na membrana pré-sináptica. Já a cocaína age em outro sítio dessa proteína e, ao ocupá-lo, produz uma deformação alostérica do sítio da monoamina, impedindo, assim, a recaptação da dopamina.

A MT, quando comparada à cocaína, exibe diferenças em várias áreas que incluem duração de efeito, freqüência do consumo e duração do efeito compulsivo de repetir a droga. Por exemplo, a MT, dependendo da via de administração, varia de 4-8 horas, enquanto o efeito da cocaína é somente de 10-30 minutos. O crack (cocaína fumada) necessita ser consumido a cada 10-15 minutos, mas uma nova dose da MT, devido aos seus efeitos mais duradouros, só é necessária após horas. A duração média de um uso ininterrupto de crack é de 12 horas, porém, para o usuário de MT, é o dobro: 24 horas. O padrão de uso do ice é de 100-250 mg a cada 4-6 horas, por um período de 24-48 horas.

O ice ainda não foi detectado no Brasil, embora a MT tenha tido um papel importante nas décadas de 50 a 60 como droga de abuso. A sua detecção, como contaminante em comprimidos de Ecstasy comercializados no Brasil, demonstra que uma nova epidemia de consumo não está descartada. Porém, fica a pergunta ainda sem resposta: Por que o Ice ainda não despertou o interesse do consumidor brasileiro de drogas? Considerando todas as suas propriedades e seus efeitos de estimulante do sistema nervoso central, seria um forte concorrente do crack. Portanto, as autoridades brasileiras de saúde pública deveriam estar atentas para essa possibilidade.

FONTE: http://www.adroga.casadia.org/drogas/ice_droga_poderosa.htm

Autores:

Solange A Nappo
Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM)